sexta-feira, 22 de agosto de 2008

LIVE AT FILLMORE EAST, UM DOS MAIORES ALBUNS AO VIVO DA HISTÓRIA.

Live At Fillmore East, as coisas começam a acontecer.

Depois de depois ótimos discos de estúdio o Allman Brothers Band resolve capturar a essência do palco, seu habitat natural e lança aquele que é considerado por muitos como o melhor disco ao vivo da história do rock.

“At Fillmore East” traz a banda tocando ao vivo em sete músicas sendo dividido em quatro versões e três músicas da própria banda, abrindo o disco com “Statesboro Blues” de Will McTell com uma das entradas mais clássicas de todos os tempos, não e a toa que o Allman Brothers Band repete essa música como entrada em quase 80% dos seus concertos, e tendo nessa gravação um dos slides mais poderosos de Duane.

O disco segue com “Daune Somebody Wrong” um R&B composto por Clarence L. Lewis, Elmore James e Morris Levy e com a participação de Thom Doucette na harmonica com o slide de Duane e seu característico timbre com Fuzz Face e baterias gastas, aqui estão várias frases matadoras de Duane os duetos e o som do Allman, logo vem “Stormy Monday”, de T. Bone Walker, clássico do blues onde Gregg Allman mostra porque é considerado um dos maiores cantores brancos de blues.
Live At Fillmore East As Coisas Começam a Acontecer.



“You Don’t Love Me” de Willie Cobbs, vem logo depois balançando a galera, o dueto Betts e Duane é de arrepiar, sem falar no groove matador da cozinha, mais afiada do que nunca, chacoalhando até o mais duro dos mortais, na seqüência “Hot’lanta” uma “Jam organizada” matadora bem nos moldes jazzísticos com tema, improviso, parte “b” mostrando as influências da banda com tímpanos e a pitada psicodélica aliada ao “Grand Finalle”.

Bom aí vem “In Memory of Elizabeth Reed” de Dickey Betts sensacional e indescritível, aqui vai a minha contribuição aos leitores da coluna, escutem, não dá pra descrever, depois vem o pico da coisa toda, numa execução “arrasa quarteirão”de incríveis 23 minutos, a banda simplesmente chega ao topo do que pode se chamar de jam, improvisação, abandono, de “Whipping Post”, Gregg Allman,caso você queira sacar tudo que o Allman era nos seus primeiros anos de glória, basta escutar a gravação desta faixa, e lógico de todo o disco que infelizmente corta boa parte do show original já que era comum os concertos do Allman chegarem a três ou 4 horas.

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